30/06/2016

Fim da venda das lâmpadas incadescentes tem efeitos no bolso e na natureza



Primeiro, foram as incandescentes acima de 100W. Depois, sumiram das prateleiras as lâmpadas de 60W e 40W. Nesta quinta-feira (30), todas as incandescentes comuns deixam de ser vendidas no atacado e varejo. Essa medida inclui até mesmo as lâmpadas menores, de 15W a 40W usadas em fogões.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), uma lâmpada incadescente comum converte 95% da energia utilizada em calor e apenas 5% em luz. Por isso, o governo federal estabeleceu um cronograma de banimento gradual do modelo que começou em 2012 e termina nesta quinta-feira 30 de junho de 2016. Além disso, a produção de calor gera maior quantidade de CO2, contribuindo para o efeito estufa.

Atualmente, o consumidor já encontra como opção três outros tipos: incandescente halogênea, fluorescente (compacta e tubular) e a de LED, que consome menos energia, mas costuma ser mais cara. Em nota, a Abilux defende que a proibição estimula "a adoção de opções mais econômicas e duráveis”, que são adotados em outros países como China, Reino Unido, Estados Unidos, Argentina, entre outros.

Efeitos no meio ambiente

A lâmpada halogênea usa um filamento do metal tungstênio, igual à incandescente comum, e um gás da família dos halogêneos. Contudo, a classificação do Inmetro de eficiência energética continua sendo a pior das três opções, perdendo apenas para a incandescente comum (D).

A lâmpada fluorescente tornou-se uma das opções mais preferidas do consumidor pelo preço. Preenchida com um gás tóxico, o mercúrio, ela exige descarte especial para não afetar a natureza.

Já a lâmpada LED é apontada com a alternativa mais eficiente. Utiliza o gás gálio e um componente eletrônico, o diodo, que controla o sentido da energia. Comparação da AOD Brazil aponta que uma lâmpada LED tem um ciclo de vida seis vezes maior que uma fluorescente compacta.

Efeitos nos olhos

O olho humano se adapta rapidamente ao índice de luminosidade no ambiente. Muitas vezes não são perceptíveis as diferenças entre as intensidade da luz de cada modelo e qualidade da cor.

As incandescentes possuem temperatura da luz mais próxima do amarelo, medidas em 2.700 Kelvins (o equivalente a 2.426 graus Celsius), consideradas assim como uma luz quente. Além disso, o Índice de Reprodução de Cor (IRC) de uma incandescente é de 100%. Nesse sentido, as halogêneas são as únicas a atenderem totalmente o IRC, reproduzindo fielmente as diferentes tonalidades dos objetos.

As lâmpadas de LED possuem um IRC de 80%, que ainda é considerado bom. Elas também estão entre as luzes quentes, oscilando entre  2700K e  3100K. Designers de interiores recomendam luzes amareladas para ambientes mais aconchegantes e confortáveis.

Do outro lado, estão as lâmpadas fluorescentes também possuem IRC de 80% e costumam ser vendidas na temperatura de 6500K, sendo uma luz fria. Mais próxima do branco-azulado, assemelha-se a luz de um dia de céu semi-nublado ao meio-dia. São indicadas mais para ambientes que exigem produtividade. Mesmo assim, existem opções de fluorescentes de 3100K, mais amareladas.

Efeitos no bolsos

De acordo com os comparativos técnicos da AOD Brazil, uma lâmpada de 75W incandescente utilizada 8 horas por dia durante um ano gasta nove vezes mais do que uma lâmpada de LED de 9W. A mesma lâmpada de 9W gasta a metade de uma fluorescente compacta comum de 18W. Mesmo assim, o preço da fluorescente no mercado costuma ser mais competitivo.

Por isso, na hora de comprar, o consumidor pode considerar o custo-benefício com uma estimativa simples: calcule quanto está custando uma lâmpada de LED de 9W, que dura aproximadamente 50 mil horas e quanto gastaria com 38 lâmpadas fluorescentes de 18W, necessárias para funcionar aproximadamente pelo mesmo tempo de 50 mil horas. 

*com informações da Abilux.
Fonte: EBC

Google oferece nova versão do Earth com imagens mais nítidas


O Google atualizou seu aplicativo Earth com fotos mais nítidas da superfície terrestre, graças às imagens fornecidas pelo satélite Landsat 8.

O gigante da Internet, que há três anos apresentou um "mosaico livre de nuvens" do planeta no Google Earth, começou na segunda-feira (27) a transferir as novas imagens, mais nítidas, fornecidas pelo satélite Landsat 8.

As imagens utilizadas na nova versão do aplicativo foram feitas com as técnicas aprimoradas incluídas neste satélite. O veículo foi colocado em órbita em 2013 como parte de uma colaboração entre a Agência Espacial Americana (Nasa) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos para acompanhar as mudanças na superfície terrestre.

Até agora, o Google Earth utilizava fotos fornecidas pelo satélite Landsat 7, que teve um problema de hardware. Essa falha resultou em grandes lacunas nas imagens, segundo o gerente de programação do aplicativo, Chris Herwig.

"O Landsat 8 capta imagens com mais detalhes, cores mais reais e com uma frequência sem precedentes", publicou Herwig em um blog.

Para criar vistas panorâmicas sem obstruções da superfície do planeta, o Google Earth analisa milhões de imagens e reúne os melhores fragmentos, de acordo com Herwing.

O Google Earth é parte do serviço de mapeamento on-line grátis oferecido pela Alphabet, sediada na Califórnia.

O Landsat observa a Terra do espaço desde 1972, reunindo uma grande quantidade de informação sobre as mudanças na superfície do planeta ao longo do tempo.

Fonte: AFP

Artigo na Nature anuncia que vacina contra zika é possível


A revista Nature publicou nesta terça-feira (28) o artigo Vaccine protection against Zika virus from Brazil. O texto relata que camundongos tratados com vacinas experimentais, quando expostos ao zika vírus, não contraíram a doença.
O trabalho foi realizado no Centro de Virologia e Pesquisa em Vacina da Escola de Medicina de Harvard, onde trabalha o primeiro autor, Rafael Larocca, que é doutor pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, sob a orientação do imunologista Niels Olsen Camara.
Jean Pierre Peron, imunologista, e Paolo Zanotto, virologista, ambos do ICB da USP, também são autores do artigo.
Confira mais detalhes abaixo no vídeo do Núcleo de Divulgação Científica da USP:
Fonte: Jornal da USP

29/06/2016

Prêmio Empreenda Saúde abre inscrições

Agência FAPESP – O Prêmio Empreenda Saúde está com inscrições abertas para a sua segunda edição. O prêmio tem como objetivo avaliar projetos quanto ao seu potencial de contribuição para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão na área de saúde, aplicada em três áreas: Assistência Integral à Saúde; Eficiência em Produtos e Processos Assistenciais; e Mecanismos de Integração Educacional e Saúde.
As inscrições podem ser feitas até 29 de agosto. Podem se inscrever pessoas físicas ou grupos residentes no Brasil que possuam um projeto ou plano de negócios inovador para empreender no segmento de saúde. No caso de grupos, é necessário contar com um representante, responsável pela inscrição, que citará os demais membros no ato do cadastro.
O projeto vencedor receberá o prêmio em barras de ouro, equivalente a R$ 50 mil, e acompanhamento profissional especializado para colocar o plano em prática no mercado brasileiro, transformando-o em realidade.
“Buscamos fomentar o desenvolvimento de novos talentos por meio de incentivos das boas práticas, além de estimular o espírito inventivo e de superação entre futuros empreendedores, nas mais variadas áreas, seja na saúde, tecnologia ou desenvolvimento”, disse Eugenio Galdón, presidente da Fundação Everis, que realiza a premiação.
A submissão do projeto deverá ser feita por meio de arquivo digital, acompanhado de ficha de inscrição e breve resumo da proposta. O trabalho deverá conter a exposição do problema com a ideia e a metodologia para sua implantação, benefícios vislumbrados e resultados de avaliação econômico-financeira do projeto. Junto ao projeto final também poderá ser incorporado um vídeo de representação das respectivas propostas.
Os cinco projetos finalistas serão convidados para apresentação presencial ao corpo de jurados em 31 de outubro. O anúncio da proposta vencedora ocorrerá em evento aberto, no dia 17 de novembro.
Mais informações: www.premioempreendasaude.com.br 

Nasa testa propulsor que pode levar homem a Marte


A Nasa realizou uma segunda rodada de testes com um propulsor previsto para levar o homem a Marte. Assista ao vídeo.

Trata-se do maior e mais poderoso propulsor já construído pela agência espacial americana.
O objetivo é permitir a exploração humana do espaço profundo.
Foi o segundo e último ensaio antes do voo teste da nave espacial Orion.
O voo teste está previsto para acontecer em 2018.

Fonte: BBC
Foto: NASA

IFSC/USP busca voluntárias para tratamento de mulheres obesas


Agência FAPESP – O Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP está realizando nova triagem de voluntários para tratamento de mulheres obesas.
A triagem faz parte da pesquisa “Efeitos da associação de fototerapia e treinos HIIT sobre a gordura total e visceral em mulheres pós-menopausa”, de autoria de Thays Yara Teófilo Borges Campos, supervisionada por Antonio Eduardo de Aquino Junior e Vanderlei Salvador Bagnato, do IFSC – HIIT é a sigla em inglês para treino intervalado de alta intensidade.
Para participar, as interessadas devem ter até 55 anos e estar no processo de pós-menopausa; ter obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 34,9); não ser diabética, tabagista e/ou hipertensa; não ter hipotireoidismo.
O tratamento, que envolverá treinamentos de alta intensidade aliados à fotoestimulação, será realizado três vezes por semana, no período da tarde, na clínica Multifisio, em São Carlos, e terá duração de uma hora.
Para participar da triagem ou obter mais informações, entrar em contato pelo e-mail thaysyaratbc@gmail.com ou pelo telefone (16) 99173-1548. 

28/06/2016

Aplicativo permite que agentes de saúde marquem consultas online


Os agentes de saúde preenchem em média dados de 200 famílias por mês de forma manual. Com o objetivo de melhorar o atendimento e facilitar o trabalho dos agentes, o empresário José Roberto desenvolveu o aplicativo ‘Saúde na palma da mão”, que pode ser acessado através do smartphone e do tablet durante as visitas.
O aplicativo traz informações sobre o número do cartão de saúde e os dados pessoais do paciente fornecidos através do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Durante visita, o agente de saúde realizará uma pré-consulta solicitando informações  relacionadas à saúde do pacientes. Os dados são enviados para o Ministério da Saúde e para a Secretaria de Saúde. As informações salvas ficam no aplicativo e podem ser acessadas pelos profissionais de saúde sempre que necessário.
“A secretária passa a ter essa informação de campo mais rápida. Apesar de existir uma portaria do Ministério da Saúde falando da necessidade de manter essas informações em dia, esse processo costuma ser difícil. O nosso aplicativo torna mais fácil esse processo”, afirma.
O aplicativo ainda permite que o agente de saúde faça agendamentos de consultas da atenção básica para o paciente. “Ele pode agendar para uma pessoa ir ao atendimento de atenção básica e ter uma consulta com um médico geral, um pediatra, um enfermeiro para fazer um curativo”.
Os municípios de Simão Dias, Maruim e Rosário do Catete já estão testando o aplicativo. Outras cidades estão com a licitação em andamento, a exemplo do município de Itabaianinha e Socorro. O empresário explica que o poder público muitas vezes deseja testar o aplicativo, mas são desmotivados pelo longo e burocrático processo. Com a crise, alguns munícipios não têm dinheiro para comprar e implantar o projeto.
“Os secretários adoraram o projeto porque realmente informatiza toda uma parte que não era informatizada. A implantação do projeto já alavancou a empresa em outros produtos de média complexidade. Aumentamos o faturamento em 40%. Não tivemos uma alavancada maior porque vivemos político um momento no país complicado. Mas crescer um ambiente difícil é muito bom”, falou orgulhoso do resultado.
Apoio
O projeto vem sendo desenvolvido com o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), através do Programa de Inovação em Empresas Sergipanas (Tecnova), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Fonte: Assessoria de Comunicação – Fapitec/SE

EUA identificam segundo paciente com bactéria ultrarresistente


Um segundo paciente foi infectado nos Estados Unidos com uma superbactéria que é altamente resistente aos antibióticos usados como último recurso, disseram cientistas nesta segunda-feira (27).

Virologistas encontraram o gene raro MRC-1, que causa a resistência, em uma variedade da bactéria E. coli em um paciente em Nova York, de acordo com uma publicação no periódico Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia.

"Estamos muito perto de ver o surgimento de enterobactérias que serão impossíveis de tratar com antibióticos", disse o cientista Lance Price, da Universidade George Washington.

O primeiro caso de infecção com a E. coli portadora do gene MRC-1 nos Estados Unidos ocorreu em maio, em uma paciente de 49 anos de idade, internada na Pensilvânia com uma infecção urinária persistente. Ela já se recuperou.

O gene MRC-1 é especialmente temido porque torna as bactérias resistentes à colistina, um antibiótico de 1959 utilizado como último recurso nos casos de polirresistência.

O MCR-1, que se encontra sobre um pequeno fragmento do DNA microbiano, tem a capacidade de passar de uma bactéria para outra através de diversas espécies, potencialmente espalhando a resistência para todos os antibióticos, o que as autoridades veem como um cenário catastrófico.

Os cientistas têm monitorado os movimentos desse gene em todo o mundo desde que ele foi descoberto em humanos, aves e suínos na China em 2015.

No mês passado, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) anunciaram a criação de uma rede de laboratórios dedicada ao tratamento das superbactérias resistentes a antibióticos nos Estados Unidos, que deve começar a funcionar no outono boreal.

Fonte: AFP

27/06/2016

Análises ao sangue permitem apurar risco de ataque cardíaco



Um simples exame de sangue pode agora ser usado como ferramenta de avaliação do risco de enfarto agudo do miocárdio no período de cinco anos.

A medição dos níveis de anticorpos - em particular de imunoglobulina G, produzida na fase aguda de uma infeção e dedicada à proteção do sistema de futuras infeções - permite avaliar a suscetibilidade do corpo para este tipo de incidente.

A inovação é produto de um estudo da Imperial College London e da University College London que, pela primeira vez, confirmou a associação entre um sistema imunitário forte e a capacidade que o corpo tem de prevenir um ataque deste gênero.

A avaliação da imunoglobulina G pode, assim, passar a constituir o indicador chave na análise da predisposição do corpo para um enfarte do miocárdio.

Avaliar este gênero específico de anticorpos é, relativamente, barato, o que significa que a medição mais precisa do risco de ataque cardíaco que este teste permite tornar-se-á comum, nos próximos anos.

"Pretendemos ainda explorar novas formas de fortalecer o sistema imunitário, tornando-o menos vulnerável à doença cardíaca", explica Ramzi Khamis, cardiologista e bolseiro no Instituto Nacional do Coração e Pulmões, Imperial College London, no The Huffington Post.

Todos os anos, morrem mais de quatro mil portugueses vítimas de ataques cardíacos em Portugal, segundo estatísticas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística.

Fonte: Diário de Notícias
Foto: ADELINO MEIRELES/ GLOBAL IMAGENS

Observatório europeu divulga espetacular imagem detalhada de Júpiter antes de chegada de sonda ao planeta



Na reta final para a chegada da sonda Juno à Jupiter, astrônomos divulgaram uma imagem inédita do maior planeta do Sistema Solar.

O objetivo do registro, feito pelo poderoso telescópio VLT (Very Large Telescope), do consórcio internacional ESO (Observatório Europeu do Sul, na sigla em inglês), é criar mapas de alta resolução do gigante gasoso para subsidiar a missão da sonda.

A imagem, colorida artificialmente, é resultado da seleção e combinação dos melhores registros obtidos por um equipamento do VLT que consegue estudar a luz infravermelha de objetos celestes.

Lançada pela Nasa em agosto de 2011, a Juno iniciará no próximo dia 4 de julho uma missão científica de 16 meses, com a tarefa de explicar melhor o Sistema Solar a partir da origem e evolução de Júpiter.

A sonda fará uma série de voos a menos de 5 mil km da espessa camada nublada do planeta, batendo o recorde anterior de aproximação, de 1974 - 43 mil km da sonda americana Pioneer 11.

Os instrumentos de sensoriamento remoto da sonda irão analisar as várias camadas do gigante gasoso e medir propriedades como composição, temperatura e movimento.

A sonda também tentará verificar se Júpiter possui ou não um núcleo sólido, mapeará seu campo magnético, medirá água e amônia na atmosfera e observará suas auroras (as mais energéticas do Sistema Solar), entre outras ações.

Espera-se que a missão traga novas informações sobre as faixas coloridas que envolvem Júpiter, bem como revelações sobre a origem da chamada Grande Mancha Vermelha (Great Red Spot), uma tempestade gigantesca que se mantém há séculos no planeta.

Uma tarefa chave da missão será medir a abundância de água na atmosfera - indicador da quantidade de oxigênio presente na região de Júpiter quando o planeta se formou, e da possível rota de migração do gigante gasoso dentro do Sistema Solar.

Fonte: BBC
Foto: ESO/L. Fletcher

Pós-Doutorado em Neurociência na Unicamp


Agência FAPESP – O Laboratório de Genética Molecular da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece, até o dia 7 de julho, uma vaga de Pós-Doutorado com bolsa da FAPESP.
O candidato selecionado atuará junto ao projeto “Aplicação e Caracterização de Sondas Neurais”, com foco em cirurgia estereotáxica em roedores para o implante de sondas e o registro de unidades neuronais individuais em modelos de epilepsia. Também fará parte do estudo a caracterização morfológica e molecular da reação tecidual a diferentes materiais empregados na fabricação dessas sondas.
A vaga está vinculada ao Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, e terá duração de dois anos.
Para participar da seleção, é preciso ter doutorado concluído e experiência comprovada em cirurgia estereotáxica para implantes cerebrais crônicos em roedores, eletrofisiologia, ferramentas de biologia molecular aplicadas à análise de expressão gênica e proteica e técnicas de imunofluorescência. Também é necessário apresentar pelo menos duas publicações científicas em revistas de circulação internacional.
Interessados devem encaminhar curriculum vitae, histórico escolar da pós-graduação e duas cartas de recomendação para asv@unicamp.br.
A oportunidade está publicada no endereço fapesp.br/oportunidades/1177.
O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.
Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.
Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.
Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

Foto: FCM/Unicamp

26/06/2016

Professores da USP oferecem curso online sobre a origem da vida


A origem da vida ainda é um grande mistério para a humanidade. De onde ela surgiu? Esteve sempre aqui? O planeta Terra se formou com os ingredientes principais da vida? Existe vida fora do nosso planeta?
Para tentar responder essas perguntas e as dúvidas de muitas pessoas sobre o tema, o Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP criou o curso Origens da Vida no Contexto Cósmico. Desde o dia 20 de junho, ele está disponível no Coursera, uma plataforma online que tem parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP para levar o conhecimento produzido dentro da USP para toda a comunidade.
O curso foi organizado por Elysandra Figueredo Cypriano e Augusto Damineli Neto, professores do IAG, e é baseado em uma disciplina oferecida aos estudantes de graduação da USP. No entanto, a abordagem da edição online é bem simplificada e discute de onde vem a vida a partir de uma análise científica, com opiniões de químicos, biólogos, astrônomos e físicos. A ideia é abordar o assunto sem entrar em religião.
Na programação, são explorados, por exemplo, dois grandes cenários da origem da vida que se contrapõem: o criacionismo e o evolucionismo; o processo de formação do nosso sistema planetário e a procura da vida fora da Terra.
Segundo Elysandra, fazer o curso é quase uma lição obrigatória para “saber um pouco sobre nossa origem, de onde viemos”. Ela lembra que cada um pode ter sua crença sobre como começou a vida, “mas entender um pouco o lado do avanço científico não necessariamente descarta as crenças, as duas coisas podem conviver muito bem”.
A professora ainda ressalta que produzir todo o material que está disponibilizado no Coursera foi um grande aprendizado para quem o fez. “Eu aprendi muito. Foi uma troca muito produtiva para quem produziu o curso, então imagino que para os alunos também vai ser muito produtivo.”
O curso “Origens da Vida no Contexto Cósmico” ficará disponível por quatro semanas e é composto de uma série de vídeos de professores de diferentes áreas. Os vídeos têm duração de 10 a 15 minutos e também há textos para leitura e discussões no fórum, sendo necessário uma dedicação de 4 a 6 horas de estudo semanais.
No final de cada semana, haverá uma atividade como forma de verificação de que a pessoa assistiu aos vídeos programados e, assim, poderá seguir em frente com as atividades. Para assistir às aulas, basta se inscrever gratuitamente no site do Coursera. Caso queira receber um certificado de que realizou o curso, será necessário pagar uma taxa.

Coursera

Coursera é uma organização de tecnologia educacional que realiza parcerias com as melhores universidades e instituições de ensino em todo o mundo para oferecer cursos online gratuitos e acessíveis através de sua plataforma de ensino.
Criada em 2012, pelas universidades norte-americanas de Standford, Princeton, Michigan e Pennsylvania, a plataforma é parceira de centros de ensino superior em dezenas de países e oferece mais de 1,5 mil cursos.
Os cursos possuem três componentes principais: aulas em vídeo, avaliações e interações entre os estudantes, monitores e professores.
Por  / Jornal da USP
Foto: Divulgação

Filme sobre Dory pode ter efeitos negativos, avisa a National Geographic


O filme “Procurando Nemo” foi um enorme sucesso para a Pixar em 2003. E todos os que viram o filme não se esqueceram de um nome: Dory, “a” peixe que parece nunca se conseguir lembrar de nada.

Dory tem agora um filme em que é ela a protagonista, 13 anos depois. Mas, aparentemente, nem tudo são boas notícias. É que a fama da simpática e divertida Dory pode colocar os peixes cirurgião-paleta em risco de extinção.

Depois do filme “Procurando Nemo”, em 2003, a procura por peixes-palhaço (a espécie de Nemo e do pai Marlin) como animais de estimação aumentou substancialmente. Nas vésperas da estreia do filme “À Procura de Dory”, os pesquisadores da National Geographic mostraram-se preocupados com a possibilidade de tal voltar a acontecer.

Dory, a protagonista da nova aposta da Disney, é um peixe da espécie Paracanthurus hepatus, mais conhecido como peixe cirurgião, uma espécie que, segundo a jornalista Ret Talbot pode estar em risco de extinção caso se verifique um fenômeno idêntico.

Em vários artigos publicados recentemente, especula-se sobre o efeito que o filme pode ter sobre a procura por peixes cirurgião. Este aumento da procura vai fazer com que as lojas de animais tentem aumentar a sua oferta de “Dorys”.

E, como afirma, o artigo da National Geographic, é nessa vontade de aumentar a oferta que está o problema. Muitas vezes os peixes desta espécie são apanhados de uma forma não-sustentável. Para os apanhar, os colecionadores partem os recifes de coral e utilizam um esguichador com cianeto de sódio para atordoar as presas. Este método de capturar peixes utilizando cianeto é ilegal por ser extremamente prejudicial para os ecossistemas.

A solução mais viável, segundo Judy St. Leger, presidente da Rising Tide Conservation, para impedir esta pesca é a aquacultura.

Desde 2003 que a aquacultura se tornou uma prática comum para espécies como os peixe-palhaço. Ao todo 90% destas espécies que são vendidas em loja provém de cativeiros. No entanto, esta solução não existe para os peixes cirurgião-paleta.

A Pixar quer impedir o aumento da captura destes peixes e juntou-se a vários grupos dos direitos dos animais para sensibilizarem todos os que virem os filmes para que não tentem comprar peixes igual a Dory.

Fonte: Diário de Notícias
Foto: Pixar

China lança com sucesso novo foguete espacial Longa Marcha 7


A China lançou este sábado o seu primeiro “Longa Marcha-7”, um foguete de nova geração, a partir da nova plataforma de lançamento de Wenchang, no sul do país, avançou a agência de notícias chinesa Xinhua.

O foguete de dois andares, que deve tornar-se no principal veículo chinês de lançamento de satélites, pode colocar em órbita até 13,5 toneladas de carga útil, mais do que o equipamento anterior. “O sucesso do lançamento do ‘Longa Marcha-7’ vai reforçar as capacidades da China no espaço e dará ao país um grande impulso para vencer no espaço”, disse à agência noticiosa chinesa o desenhador-chefe do foguetão, Zhonghui Ma.

O módulo transportado pelo foguetão deve regressar à Terra no domingo depois de 13 órbitas, aterrando no deserto da Mongólia Interior.

O lançamento serviu também para inaugurar a nova plataforma de Wenchang, na província de Hainan. Concluída em 2014, esta é a quarta plataforma de lançamento chinesa. Pequim planeia usá-la ainda em 2016 para lançar o seu maior foguetão, o “Longa Marcha-5”, disse um funcionário do programa espacial.

A China enviou o seu primeiro homem para o espaço em 2003 e espera inaugurar sua própria estação espacial por volta de 2022, de acordo com a Xinhua. Pequim quer recuperar o atraso em relação aos Estados Unidos da América e à Europa, mas também à Índia. Em 2014, a China tornou-se no primeiro país asiático a chegar a Marte, colocando uma sonda na órbita do planeta vermelho.

Fonte: Agência Lusa
Foto: ASTRIUM/HANDOUT/EPA

25/06/2016

Sem dinheiro para conta de luz, supercomputador é desligado em Petrópolis


O supercomputador Santos Dumont, o maior da América Latina, que foi inaugurado em janeiro deste ano e custou R$ 60 milhões, já precisou ser desligado. O motivo é a falta de dinheiro para pagamento das contas de luz do Laboratório Nacional de Computação Científica, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

Os valores gastos com energia chegam a R$ 500 mil por mês, mas o governo não reajustou o orçamento da unidade. Com isso, o valor das contas passou a consumir 80% dos recursos do laboratório, o que torna inviável o funcionamento integral do supercomputador.  

Apesar de ocupar apenas 380 metros quadrados, o equipamento consome energia suficiente para abastecer um bairro com três mil famílias. Segundo o diretor do LNCC, Augusto Gadelha, seis pesquisas estão atrasadas e outras 75 estão na fila para serem iniciadas.

- No mês de maio, vimos que não havia a possibilidade de manter o computador ligado e tivemos a decisão de desligá-lo, diante da imprevisibilidade de chegada dos recursos para a energia elétrica, confessa. 

O supercomputador Santos Dumont era um sonho antigo da comunidade científica brasileira. Ele é até um milhão de vezes mais rápido do que um notebook comum. Numa das poucas tarefas concluídas, o aparelho levou três dias para identificar cadeias de proteínas que podem ser usadas em tratamentos contra o Mal de Alzheimer. Pesquisas similares, feitas em laboratórios comuns há mais de três anos, não alcançaram este resultado.

O chefe do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho, Antônio Tadeu, lamenta que uma das pesquisas que esteja parada seja justamente a que tenta fazer o mapeamento genético do vírus da zika.

- A paralisação dessa máquina traz prejuízos incalculáveis para a comunidade científica. São projetos voltados para doenças como a zika e a dengue, para modelagem do sistema vascular (que é importante para profissionais de cardiologia) e projetos na área de energia, petróleo e gás. São projetos que teriam impactos positivos sociais e econômicos, mas estão parados por causa da indefinição quanto ao uso do supercomputador, lamenta.

Além do prejuízo às pesquisas, a paralisação do supercomputador também pode causar danos irreversíveis ao equipamento, como explica o coordenador de tecnologia do laboratório, Wagner Leo. 

- Não só a máquina, em si, mas toda a infraestrutura de suporte ao equipamento pode sofrer danos pela paralisação. A máquina é toda refrigerada à água. Ela é como se fosse um carro, com óleo e refrigerada a líquidos, em seu interior. Então todas essas peças podem sofrer danos se ficarem sem uso. Um equipamento eletrônico não pode ficar parado, explica.

O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, teme por ainda mais cortes de dinheiro. Isto poderia implicar em outros avanços da tecnologia encerrando as suas atividades.

- É o reflexo e um exemplo gritante do que está acontecendo com a ciência e tecnologia no Brasil. É um descaso total. Foram investimentos vultosos que ocorreram e formação de pessoal de que demoraram muitos anos para se completar, mas que correm o risco de serem desperdiçados. O que acontece com o supercomputador é emblemático, sentencia.

Nos últimos dias, o supercomputador passou a ser ligado por algumas horas, fora do horário de pico, para evitar os danos em sua estrutura.

O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações disse saber da situação e informou que está em busca de uma suplementação orçamentária para o LNCC junto ao Ministério do Planejamento. Não há previsão de anúncio.

Confira também a matéria no site do jornal O Globo sobre o desligamento do supercomputador.
Fonte: Gabriel Sabóia para CBN - Ciência e Saúde
Foto: Divulgação

Nasa descobre asteroide que acompanhará a órbita da Terra por séculos

Considerado um semissatélite, o 2016 HO3 gira em torno do Sol enquanto circunda nosso planeta - e nunca se afasta demais por causa de forças gravitacionais.


A agência espacial americana, a Nasa, descobriu um pequeno asteroide que orbita o Sol ao mesmo tempo em que circunda a Terra. Ele deverá acompanhar a trajetória de nosso planeta por vários séculos.

Batizado como 2016 HO3, o asteroide dá voltas em torno da Terra enquanto percorre sua órbita ao redor do Sol, mas está distante demais para ser considerado um satélite, como a Lua.

"Como o 2016 HO3 circunda nosso planeta, mas nunca vai longe demais, já que ele e a Terra orbitam o Sol juntos, nos referimos a esse asteroide como um semissatélite", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Nasa.

Segundo o cientista, o asteroide 2003 YN107 seguiu um padrão de órbita similar há dez anos, mas acabou se afastando após algum tempo.

"Esse novo asteroide parece estar mais preso à Terra. Nossos cálculos indicam que ele tem se comportado como um semissatélite há quase um século e continuará a nos fazer companhia por vários séculos."

Dança espacial
O 2016 HO3 foi visualizado pela primeira vez em 27 de abril. Seu tamanho ainda não foi determinado, mas é provável que tenha entre 40 metros e 100 metros de comprimento.

Em sua órbita, o 2016 HO3 passa metade do tempo mais próximo do Sol do que a Terra e, na outra metade, fica posicionado mais distante.

Quando o asteroide e nosso planeta se afastam muito, forças gravitacionais o trazem para mais perto.
"Quando ele começa a se distanciar demais, a gravidade da Terra é forte o suficiente para reverter esse processo e mantê-lo em sua órbita. Assim, ele nunca se afasta além de uma distância de mais ou menos cem vezes a distância da Lua em relação à Terra", afirma Chodas.

"O mesmo efeito o impede de chegar perto demais - ele chega no máximo até 38 vezes a distância da Lua. Assim, esse pequeno asteroide fica preso à Terra, como se estivesse fazendo uma dança com o nosso planeta."

Fonte: BBC
Foto: NASA

Procura por pílulas abortivas cresce 50% no Brasil por medo de zika

Pesquisa divulgada nesta quarta é a primeira a medir reação de grávidas.
Casos ocorrem em outros países onde aborto é limitado ou proibido.



Temendo os efeitos do vírus da zika em seus fetos, gestantes da América Latina procuram cada vez mais pílulas abortivas disponibilizadas na internet, encontradas em uma agência de assistência sem fins lucrativos, de acordo com novo estudo. No Brasil, a procura aumentou em 50% entre novembro de 2015 e março de 2016.

A pesquisa, publicada nesta quarta-feira (22) no periódico científico "The New England Journal of Medicine", é a primeira a medir a reação das mulheres grávidas aos alertas do vírus da zika, em nações onde o aborto é limitado ou proibido. Detectado pela primeira vez no Brasil no ano passado, o surto atual é ligado a mais de 1.600 casos de microcefalia, uma malformação craniana.

No país, o aborto é ilegal exceto em casos de estupro, quando a vida da mãe corre perigo ou a criança se encontra doente demais para sobreviver. Os pedidos pelas pílulas aumentaram, também, em outros locais da América Latina: 35,6% em El Salvador; 36,1% na Costa Rica; 38,7% na Colômbia; 75,7% em Honduras; 93,3% na Venezuela e 107,7% no Equador.

No momento em que o zika se dissemina pela América Latina, vários países, como El Salvador, vêm aconselhando as mulheres a evitar uma gravidez, mesmo que o acesso a métodos contraceptivos ou ao aborto seja restrito. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também advertiu casais que moram em áreas com transmissão do vírus a cogitarem adiar gestações.

"Quando você emite esse tipo de conselho, mas não os relaciona com caminhos para cuidados seguros e legais, cria uma situação realmente difícil para as mulheres", disse a doutora Abigail Aiken, co-autora do estudo e especialista em saúde reprodutiva da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Abigail e seus colegas analisaram solicitações de aborto do Women on Web, uma organização sem fins lucrativos que proporciona acesso a medicamentos abortivos, além de consultas online para mulheres de países onde o aborto legal é limitado. O grupo oferece as pílulas nas 10 primeiras semanas de gravidez para induzir abortos.

Os pesquisadores compararam os pedidos de aborto feitos depois de 17 de novembro de 2015, quando a região foi alertada sobre o risco em potencial de defeitos de nascença decorrentes do zika, com pedidos já esperados deste mesmo grupo baseados em cinco anos de dados anteriores.

Eles descobriram aumentos estatisticamente significativos de solicitações de aborto em sete de oito países onde o vírus da zika está circulando, o aborto é restrito e onde o país havia alertado sobre os riscos da infecção na gestação.

A Jamaica, onde as mulheres foram aconselhadas a evitar a gravidez antes mesmo de a transmissão ter sido confirmada, foi o único país deste grupo onde não se testemunhou um aumento grande nas solicitações.

Fonte: Reuters

24/06/2016

Cofundador da Microsoft constrói o maior avião do mundo



O americano Paul G. Allen, cofundador da Microsoft, agora à frente da empresa aeroespacial Vulcan Aerospace, está construindo o maior avião da história.

A aeronave, que foi batizada Startolaunch, está sendo construída na Califórnia, EUA, e vai ter um tamanho colossal: a envergadura das asas tem um tamanho de um campo de futebol, cerca de 115 metros. Terá 71 metros de comprimento, quase o mesmo que o A380, e contará com seis motores Pratt & Whitney PW4056, os mesmos que o Boeing 747.

A grande tarefa deste gigantesco avião é enviar satélites para o espaço. O Stratolaunch deverá estar pronto no final deste ano e em 2020 pronto para ser comercializado.

Paul Gardner Allen tem 63 anos e foi considerado a 48° pessoa mais rica do mundo em 2015. Foi o fundador da Microsoft com Bill Gates e é o atual presidente da Vulcan Inc.

Fonte. Observador
Foto: Vulcan Inc.

Cientista produz alimentos em solo similar ao de Marte


Quatro vegetais e cereais cultivados por um pesquisador holandês em uma terra similar à de Marte são aptos para o consumo humano, anunciou nesta quinta-feira (23) a Universidade de Wageningen.

Os futuros colonizadores de Marte poderiam se alimentar de rabanetes, ervilhas, cevada e tomates cultivados na superfície do Planeta Vermelho.

Segundo os resultados da pesquisa realizada em solos que imitam o marciano, estes alimentos cultivados não contém metais pesados, que podem ser mortais para o ser humano, indicou em um comunicado a Fundação Mars One, que promove um projeto de colonização do planeta e é sócia da equipe do pesquisador.

"Estes resultados notáveis são muito promissores. Podemos realmente comer rabanetes, ervilhas, cevada e tomates, e estou ansioso para descobrir o sabor que têm", declarou o ecologista Wieger Wamelink em comunicado.

Durante as experiências lançadas em 2013, o pesquisador conseguiu cultivar dez plantas em solos desenvolvidos pela Nasa, similares ao árido e pedregoso de Marte e ao empoeirado da lua.

A agência espacial americana fabrica imitações dos solos lunar e marciano a partir de terras coletadas em um deserto do Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos, e de um vulcão no Havaí.

Os especialistas ainda não sabiam se os cultivos eram aptos para o consumo.

O solo do Planeta Vermelho, assim como ocorre às vezes na Terra, contém metais pesados que podem ser ao mesmo tempo inofensivos para o crescimento de plantas e nocivos para a saúde humana.

Quatro das dez espécies cultivadas nos viveiros da universidade, em um terceiro experimento, não contém níveis perigosos de alumínio, zinco, arsênico ou ferro, e podem ser "consumidas sem riscos".

A Nasa planeja enviar uma missão tripulada para Marte dentro de 10 ou 15 anos, e projetos similares também estão sendo desenvolvidos pela fundação holandesa Mars One, que pretende estabelecer uma colônia humana no Planeta Vermelho, e pelo milionário Elon Musk, fundador da sociedade aeroespacial californiana SpaceX.

Fonte: AFP
Foto: Joep Frissel / University of Wageningen / AFP


Novo instrumento capta pela primeira vez o centro da Via Láctea


O centro da Via Láctea foi pela primeira vez captado em imagens graças ao Gravity, um potente e inovador instrumento do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

"Estes resultados dão uma ideia da inovadora ciência que o Gravity será capaz de produzir", descreveu o ESO em seu comunicado, que aponta para os novos horizontes "sem precedentes" que a comunidade científica poderá alcançar graças a este novo aparelho.

O inovador instrumento combina a luz de quatro Unidades de Telescópio de 8,2 metros (equivalente à precisão e resolução que alcançaria um telescópio de 130 metros de diâmetro), por isso que capta "medições extraordinariamente precisas de objetos astronômicos".

Segundo os pesquisadores, o Gravity - instalado no Deserto do Atacama, Chile - permitirá obter observações muito detalhadas dos campos gravitacionais próximos ao buraco negro supermassivo, que fica no centro da Via Láctea.

Embora desde 2002 se conheça a posição e massa deste buraco negro, os pesquisadores acolheram as observações com entusiasmo por causa de sua precisão e porque permitirá testar a validade da teoria geral da relatividade de Einstein a partir das medições "ultraprecisas" dos percursos orbitais da estrela S2.

Por enquanto, o grupo de astrônomos estudou a órbita da estrela S2 ao redor deste buraco negro com uma acuidade "equivalente a medir a posição de um objeto na Lua com centímetros de precisão".

Além disso, em 2018 a estrela S2 orbitará em seu ponto mais próximo ao buraco negro, um fato que se repetirá somente dentro de 16 anos, por isso que as expectativas em relação a esta inovadora ferramenta são muito altas.

Fonte: EFE
Foto: ESO/L. Calçada

23/06/2016

Nascem na China os primeiros pandas gêmeos de 2016


Uma panda gigante deu à luz dois filhotes na China, informaram as autoridades, explicando que se tratam dos primeiros gêmeos dessa espécie em extinção nascidos este ano.

Ya Li, de seis anos, teve duas gêmeas no mês passado no centro para pesquisa e reprodução do Panda Gigante de Chengdu, província de Sichuan, no sudoeste do país.

As duas pandinhas pesavam 144 e 113 gramas, respectivamente, informou o centro, acrescentando que a própria Ya Li também era gêmea.

A China contava com 1.864 pandas gigantes vivendo em seu habitat natural, principalmente em Sichuan, no final de 2013, segundo estudo do governo publicado no ano passado.

O país tinha 422 pandas gigantes em cativeiro no final de 2015 e pretende chegar a 2020 a fim de garantir suficiente diversidade genética entre os pandas em cativeiro, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Os nascimentos de gêmeos entre os pandas gigantes são comuns.

Fonte: AFP
Foto: China Daily/via Reuters

Pesquisadores da Unifesp usam laser contra câncer de cabeça e pescoço


Diego Freire | Agência FAPESP – Com o objetivo de oferecer um tratamento menos agressivo a pacientes com câncer avançado, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aplicam de forma experimental em um ambulatório da instituição uma técnica inovadora que utiliza luz infravermelha para remover tumores sólidos em cabeça e pescoço.
Introduzida e aprimorada pelo Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Unifesp no âmbito do projeto temático Combinação de cisplatina e laser no tratamento de câncer de cabeça e pescoço, realizado com o apoio da FAPESP, a técnica consiste na termoablação do tumor – a evaporação da água no compartimento celular de lesões sólidas e consequente eliminação do tecido tumoral – aplicada em paralelo a injeções intratumorais do medicamento quimioterápico cisplatina.
“Com essa prática ambulatorial conseguimos melhorar certas condições mórbidas do paciente, como sangramento, dor por compressão tumoral, infecção local e odor, que impactam a qualidade de vida em uma doença avançada”, diz Marcos Bandiera Paiva, que trouxe a técnica para o Brasil após 20 anos de pesquisa na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde mais de 500 pacientes já foram submetidos ao procedimento com sucesso.
Conhecida como laser-indução de terapia térmica (LITT), a técnica é utilizada na UCLA para termoablação de tumores de cérebro, mama, pulmão e próstata. Com o apoio da FAPESP, o tratamento foi aprimorado por meio da aplicação de injeções locais de quimioterapia, utilizando-se o quimioterápico cisplatina em combinação com a LITT, uma inovação em comparação ao tratamento administrado nos pacientes nos Estados Unidos, feito apenas com o laser.
A vantagem da combinação de cisplatina com LITT está na abrangência do procedimento. Durante a desobstrução tumoral, observam-se níveis máximos de energia na área central do tumor, submetida a temperaturas acima de 100° C, ao passo que as margens são tratadas em níveis subterapêuticos, com a temperatura do laser entre 40°C e 60°C, o que propicia a recidiva do crescimento tumoral. As injeções localizadas de cisplatina na periferia do tumor potencializam a erradicação tumoral localizada – isso porque, explica Paiva, aquecida nas regiões periféricas do tumor durante a aplicação do laser, a cisplatina tem sua toxicidade aumentada.
“O calor faz com que o quimioterápico tenha sua capacidade de penetrar nas membranas celulares exacerbadas. A célula tumoral fica mais facilmente permeável à cisplatina, potencializando assim a toxicidade da quimioterapia local e levando a uma erradicação mais eficaz do tumor.”
Ao contrário da radioterapia, cuja radiação possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, danificando as células saudáveis e afetando o material genético, o procedimento adotado no ambulatório da Unifesp pode ser repetido após um intervalo de três semanas, garantindo melhores resultados e até a remoção completa do tumor.
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Foto: Leo Ramos/Revista Pesquisa