31/08/2016

Descoberto fóssil da primeira espécie de vertebrado voador


A descoberta de um fóssil de uma espécie até aqui desconhecida, na Argentina, poderá ajudar a entender o desenvolvimento dos animais voadores, como os pássaros que hoje conhecemos. Trata-se do Allkaruen koi, pertencente à família dos pterossauros, e terá sido o primeiro vertebrado com capacidade de voar.

Os restos foram descobertos “soberbamente preservados” na província de Chubut, na Patagônia argentina, e analisados por uma equipa de arqueólogos, que concluiu que o animal tinha características particulares para se manter em voo, de acordo com o The Independent. O Allkaruen koi era dotado de ossos pneumáticos (ocos) e um dedo alongado para apoiar a membrana que servia de asa. Os resultados da análise do fóssil foram publicados num artigo, na revista PeerJ.

Diego Pol, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, explicou ao jornal britânico que “esta pesquisa dá um importante contributo para entender a evolução de todos os pterossauros”, os primeiros a conseguir voar, porque o animal “apresenta um estado intermédio na evolução cerebral dos pterossauros e nas suas adaptações ao ambiente aéreo”.

A análise dos restos do Allkaruen koi permite agora juntar novos dados ao conhecimento anterior sobre como evoluíram os primeiros vertebrados voadores. Até aqui, conheciam-se dois tipos de pterossauros — uma mais primitiva e outra semelhante ao conhecido pterodáctil. O Allkaruen koi, batizado como “cérebro ancião” na língua nativa Tehuelche, uma forma intermédia entre as duas já conhecidas, é particularmente importante devido às características do ouvido interno, muito importante para o equilíbrio.

Os pterossauros foram os primeiros animais vertebrados a conseguir desenvolver a capacidade de voar, através do movimento das asas. A partir dessa espécie ancestral, surgiram dezenas de espécies, incluindo algumas do tamanho de um F-16 e outras tão pequenas como um avião de papel, de acordo com o Museu Americano de História Natural.


Quem era o Pterossauro?Os pteroussauros foram uma espécie muito próxima dos dinossauros — portanto, um réptil. No entanto, a espécie evoluiu de uma forma muito distinta dos restantes répteis, e tornaram-se nos primeiros animais depois dos insetos a conseguir desenvolver a capacidade de voo — não apenas de planar ou de saltar muito alto.
A espécie desapareceu há 66 milhões de anos, na mesma extinção em massa que aniquilou grande parte dos dinossauros, incluindo o famoso Tyrannosaurus rex, não deixando nenhum descendente.
Fonte: Museu Americano de História Natural

Fonte: Observador

USP disponibiliza canal na internet sobre a pós-graduação


Agência FAPESP – Em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação, funcionárias da Secretaria de Pós-Graduação do IFUSP ajudaram na preparação de algumas videoaulas on-line sobre a pós na Universidade de São Paulo. As aulas visam apresentar e esclarecer dúvidas que ingressantes e mesmo alunos já matriculados possam ter em relação à manutenção dos cursos, Sistema Janus, redação de dissertações e teses, entre outros. 
Cada videoaula tem duração média de 15 minutos, com os seguintes temas:
  • Aula 1 - A pós-graduação na USP
  • Aula 2 - A pós-graduação no Brasil
  • Aula 3 - Orientação aos alunos pelo Serviço de Pós-Graduação (incumbência de funcionárias da Secretaria de Pós-Graduação do Instituto de Física da USP)
  • Aula 4 - Orientação aos alunos pelo Serviço de Pós-Graduação - versão em inglês
  • Aula 5 - Bibliotecas USP e buscas bibliográficas (Biológicas/Exatas/Humanas)
  • Aula 6 - Agências de fomento (são agências que cedem bolsas de estudo por meio das secretarias de pós-graduação)
  • Aula 7 - Avaliação CAPES
  • Aula 8 - A internacionalização como ferramenta
  • Aula 9 – Plágio
  • Aula 10 - Ética em pesquisa
  • Aula 12 - Ética em pesquisa em animal
  • Aula 13 - Como escrever uma dissertação/tese – Humanas
  • Aula 14 - Como escrever uma dissertação/tese – Biológicas
  • Aula 15 - Empreendedorismo e inovação na USP
  • Aula 16 - Escrita de projetos de pesquisa
  • Aula 17 - Escrita de artigos científicos.
As videoaulas estão disponíveis no endereço http://goo.gl/uTwFaI.
Para mais informações acesse os endereços www.if.usp.br/pg e www.facebook.com/pgifusp.

30/08/2016

Estudo investiga as consequências da falta de atividade física


Em 1982, o Dr Walter Bortz II, professor universitário de medicina escreveu: “Não há, nem haverá, nenhum remédio que garanta boa saúde tanto quanto um programa vitalício de exercícios físicos.” O conselho do Dr. Bortz não é só atual, mas serve de ponto de partida para pesquisa da  Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) “O estilo de vida de jovens e o risco de doenças relacionadas ao comportamento pouco ativo”.

Liderada por dois pesquisadores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Alan Rodrigo Antunes e Carlos Eduardo Maia de Oliveira, a pesquisa procura alertar os jovens sobre as consequências da pouca atividade física para saúde.

Os pesquisadores explicam que existe um entendimento geral que a obesidade vem aumentando e a atividade física diária diminuindo em crianças e adolescentes de forma significativa. Esse problema determina várias complicações tanto na própria infância e adolescência quanto na idade adulta. Porém, com a identificação e análise do estilo de vida será possível realizar um trabalho de informação e conscientização sobre a importância de cultivarmos uma vida ativa e saudável.

“Os benefícios vão além da melhora da qualidade de vida dos estudantes, pois pessoas mais saudáveis ficam menos doentes e reduzem os gastos com hospitais e médicos. Dessa forma, buscamos um trabalho avaliativo e preventivo que proporcione mudanças no hábito de vida o quanto antes possível, já que quanto mais tempo o indivíduo se mantém pouco ativo e obeso maior a chance das complicações ocorrerem, assim como mais precocemente”, explica Alan.

A pesquisa está sendo executada em quatro escolas de ensino médio da cidade de Três Lagoas, sendo uma escola federal, duas escolas estaduais (centro e bairro) e uma escola particular. Um questionário sobre estilo de vida e atividade física diária, é aplicado aos estudantes, aqueles que apresentarem resultados considerados prejudiciais a saúde, terão avaliados a composição corporal (por meio do método da dobra cutânea) e o condicionamento físico.

Alan ressaltou “A aplicação deste instrumento permite a identificação de aspectos positivos e negativos no estilo de vida dos estudantes, levando-os a refletirem sobre a necessidade de mudança de hábitos de vida”.

Com o levantamento da realidade dos jovens, a pesquisa espera contribuir para uma valorização da atividade física habitual, uma vez que a atividade física, mesmo que espontânea, contribuí para aumentar a massa óssea e prevenir a osteoporose e a obesidade.

Fonte: João Costa Jr. – Ascom FUNDECT
Foto: Arquivo Fundect/Web

Óleo de peixe previne prejuízos de dieta rica em gordura, indica estudo


Karina Toledo | Agência FAPESP – A suplementação com óleo de peixe – rico em ácidos graxos da família ômega 3 – pode ajudar a prevenir problemas de saúde induzidos por uma dieta rica em gordura, entre eles diabetes e dislipidemia.
A conclusão é de um estudo feito com camundongos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados no The Journal of Physiology.
“Importante ressaltar que nosso modelo foi de prevenção, pois iniciamos a suplementação quando os animais estavam sadios. Atualmente, estamos investigando o efeito do óleo de peixe em animais já obesos e os resultados parecem ser diferentes”, contou Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp.
Os experimentos foram conduzidos durante o mestrado e o doutorado de Roberta Dourado Cavalcante da Cunha de Sá, sob orientação de Alonso-Vale.
Os animais foram suplementados com óleo de peixe ao longo de 12 semanas. A partir da quarta, passaram a receber uma dieta considerada hiperlipídica: com 59% de gordura, contra 9% da dieta ingerida pelo grupo-controle.
“Os animais recebiam dois gramas de óleo de peixe por quilo corporal, três vezes por semana. Cada grama do óleo usado no estudo tem 540 miligramas de EPA (ácido eicosapentaenoico) e 100 miligramas de DHA (ácido docosahexaenoico). A proporção desses ácidos graxos poli-insaturados deve ser considerada para a obtenção do resultado”, comentou Alonso-Vale.
De acordo com dados da literatura científica, o EPA tem ação anti-inflamatória no organismo, induzindo a produção de substâncias conhecidas como prostaglandinas E3. Já o DHA é conhecido por sua ação antioxidante.
Leia mais em Agência FAPESP.

29/08/2016

Instituições de pesquisa desenvolvem projeto inovador de prótese ortopédica



Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, em parceria com outras instituições, está desenvolvendo um projeto para a criação de próteses ortopédicas diferenciadas, com características mais parecidas com ossos humanos. Os materiais utilizados na prótese serão ligas de Nb-Ti (nióbio-titânio) e Ti-Nb-Zr (titânio-nióbio-zircônio), que serão confeccionadas sob medida, de acordo com cada paciente, por meio da manufatura aditiva, que é uma impressão 3D.

A produção das próteses será feita por um dos processos da chamada manufatura aditiva, a fusão seletiva a laser, em que diversos materiais podem ser aplicados camada por camada, na ordem de micrômetros, para a fabricação de uma peça, sem a existência de um molde ou ferramenta. O processo funcionaria como uma impressão 3D, em que o desenho da prótese viria a partir de um computador.

Com o método, pode-se trabalhar com diversas combinações de materiais, de acordo com a funcionalidade desejada do componente, o que acontecerá no projeto do IPT para as ligas metálicas. Os pesquisadores buscarão uma combinação que mais se aproxime das características do osso.

O projeto, que terá investimento de R$ 7,8 milhões e duração de 42 meses, surgiu da necessidade de adequação das próteses ao perfil de cada paciente, porque as próteses disponíveis hoje acabam por demandar uma série de pequenos ajustes da peça pela equipe que realiza a cirurgia. As próteses geralmente são fabricadas por meio de processos como usinagem, fundição e forjamento, nos quais há uso de máquinas para moldar uma peça bruta ou o uso de moldes que acabam submetendo as peças a um determinado padrão.

“As próteses hoje são construídas por um processo convencional que é por usinagem, ou seja, você pega uma peça bruta, vai usinando, tirando material dela até chegar no formato que você quer. Então, o cirurgião, quando vai fazer um procedimento, ele tem uma maleta com parafusos e outras peças para colocar no paciente e nem sempre essas peças se encaixam perfeitamente na pessoa, então têm de ser feitos ajustes às vezes na hora da cirurgia”, explicou o pesquisador e um dos coordenadores do projeto, João Batista Ferreira Neto.

Segundo ele, a premissa da manufatura aditiva é, a partir de exames como tomografia ou ressonância magnética de um paciente, criar um desenho tridimensional da peça que será “impressa” exatamente nas dimensões requeridas para se encaixar no corpo humano, sem a necessidade de fazer qualquer alteração, ou seja, feita sob medida. “Essa é a grande vantagem”, disse Ferreira Neto.

Inovação na produção com nióbio

Os pós e as ligas, a partir do nióbio, para produção de próteses não são produzidos atualmente no Brasil. Ferreira Neto informou que já existe um pó comercial da liga titânio-nióbio-zircônio, mas não é fabricado no país. Já a liga titânio-nióbio ainda não existe no mercado. “O objetivo é que a gente consiga criar, nuclear uma indústria capaz de produzir essas ligas para o mercado interno, para atender à demanda de próteses aqui no país”. A ideia é que o IPT desenvolva a tecnologia e a transfira para uma empresa que produzirá esses materiais.

Segundo o pesquisador, a liga clássica utilizada para próteses é a titânio-alumínio-vanádio, mas existem alguns estudos dizendo que alumínio e vanádio podem ser prejudiciais à saúde do paciente com o passar do tempo. Ele afirmou que as ligas titânio-nióbio-zircônio são mais biocompatíveis e têm resistência mecânica mais próxima do osso.

Já a manufatura aditiva permite que se produza uma peça com porosidade próxima da porosidade do osso. “Combinamos duas coisas: um material mais biocompatível, que é o nióbio com o titânio, e a manufatura aditiva permite obter essa peça com características mais próximas da resistência mecânica, mais próxima de um osso humano”.

Fases do projeto

A produção dos materiais, ou seja, as ligas e os pós que compõem as ligas que serão usados para a construção das próteses, será o foco do trabalho da equipe do IPT. A confecção das próteses, que serão de quadril (no caso do projeto, as placas angulares de fêmur), será feita no Instituto em Sistemas de Manufatura e Laser do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Joinville, Santa Catarina.

O corpo clínico da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), uma das parceiras do projeto, vai cuidar da orientação do uso médico da prótese, além dos ensaios clínicos experimentais para a sua validação, que têm prazo de dois anos para testes, após a entrega das peças.

Outra parceira no projeto é a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que produz nióbio no país. “[A parceria] ajuda bastante. Se a gente for definir uma empresa brasileira para produzir esses pós e as ligas, a vantagem é que já existe uma empresa no Brasil que produz a maior parte do nióbio do mundo”, afirmou.

O pesquisador destaca outro diferencial do projeto que é, além de usar manufatura aditiva, combinar duas empresas – uma usuária, que seria a AACD, e outra no começo da cadeia da produção do metal, que é a CDMM.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Amazonas estará mais perto da população

De 18 de outubro a 25 de novembro, o evento deste ano acontecerá por todas as regiões da cidade, e terá como meta aproximar a população do universo dos pesquisadores.

A 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Amazonas, que tem como tema nacional “Ciência Alimentando o Brasil”, este ano será diferente. A Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplan-CTI) optou por descentralizar o evento, distribuindo atividades por todas as regiões da cidade. O evento, que acontecerá de 18 de outubro a 25 de novembro de 2016, tem como uma das metas aproximar a população do universo dos pesquisadores e da produção científica e tecnológica.
Com este conceito, a 13ª SNCT terá atividades variadas espalhadas por toda cidade de Manaus e em Itacoatiara (a 270 quilômetros da capital). Na zona Norte, serão aproveitados os espaços do Centro de Convivência da Família Padre Vignola e da Escola Estadual Aldeia do Conhecimento.
A zona Sul será contemplada com atividades no Centro Estadual de Convivência do Idoso e na Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida. Na Zona Leste, os locais serão o Colégio Estadual de Tempo Integral Elisa Bessa Freire e a sede do Senai. Para completar, o Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou e a Escola Estadual Isaac Benayon Sabbá estarão atendendo a população na zona Oeste. E ainda beneficiarão indiretamente outras 35 escolas estaduais em torno dos locais de atividades.
Dentro da programação da 13ª SNCT está prevista ainda a realização da Feira de Ciência da Amazônia, entre 18 e 21 de outubro, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no bairro Aleixo, zona Centro-Sul. A FCA constará de exposição 60 projetos de alunos oriundos de 30 escolas da rede pública estadual e particulares do Estado, com idade máxima de 17 anos.
De 25 a 31 de outubro ocorrerá a Culinária da Ciência, oficina para estudantes da Rede Pública Estadual, visando estimular a adoção de estilos de vida mais saudáveis entre os jovens. Exemplos de gastronomia regional e reaproveitamento de material orgânico na criação de alimentos com alto poder nutritivo serão os focos abordados. Essas oficinas acontecerão no Cetam de Itacoatiara, no CETI Elisa Bessa Freire e nas Escolas Estaduais Isaac Benayon Sabbá, Aldeia do Conhecimento e Nossa Senhora Aparecida.
As demais etapas
A terceira etapa da 13ª SNCT, de 3 a 11 de novembro, será desenvolvida nos Centros de Convivência da Família Magdalena Arce Daou e Padre Pedro Vignola e no Centro de Convivência do Idoso, onde acontecerão a Expocit e a Feira da Gastronomia. Terão mostras e a exposição de produtos, projetos e pesquisas de instituições  parceiras, bem como palestras e apresentações culturais.
O Amazonas Inovador será a quarta etapa da 13ª SNCT este ano, programada para acontecer na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), na avenida Rodrigo Otávio, no bairro Distrito Industrial, zona Sul de Manaus. Neste espaço acontecerão diversas atividades e exposições voltadas para negócios e inovação.
Demo day encerra
O encerramento das atividades da 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontecerá no dia 25 de novembro, com a realização do 2º Demo Day Amazonas, que é um evento de demonstração onde empreendedores (Startups) terão a oportunidade de apresentar seus negócios ou projetos a possíveis investidores. Este ano, o Demo Day acontecerá no Ocean, centro de treinamento e capacitação de soluções móveis, desenvolvido em parceria entre a Samsung e a Universidade do Estado do Amazonas, que está instalado nas dependências da Escola Superior de Tecnologia (EST-UEA), na avenida Darcy Vargas, bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul da capital.
Esta diversificação de locais e datas gera a expectativa de atingir público bem mais segmentado que o evento do ano passado. A previsão é levar o conceito de ciência e tecnologia para em torno de 4 mil alunos da zona Sul, 6 mil alunos da zona Oeste, 14 mil alunos da zona Norte e 15 mil alunos da zona Leste, totalizando quase 50 mil visitantes no geral.
Além de promover a difusão das atividades de CT&I, a 13ª SNCT será responsável pela inserção da cultura regional, através da dança, teatro, poesia, e proporcionará momentos de descontração e reconhecimento da cultura amazonense. Será uma “semana” que se estenderá por mais de um mês, promovendo o intercâmbio de saberes, proporcionando a promoção e a divulgação de pesquisas e produtos, e valorizando os alimentos regionais.

 Fonte: A Crítica

Nova galáxia é composta por 99,99% de matéria escura


Os astrônomos esclareceram que a galáxia superescura Dragonfly 44 consiste de estrelas, gases e pó, mas estes elementos constituem apenas 0,01% da sua massa. 99,99% da massa de galáxia é constituída por matéria escura, invisível e intangível, o que faz esta galáxia um objeto ideal para pesquisas científicas desta substância.

Nesta galáxia as estrelas estão se movendo muito rapidamente e este movimento revela que a massa das estrelas é muitas vezes menor do que a massa de galáxia", disse Pieter van Dokkum, pesquisador da Universidade Yale (EUA). 
As galáxias superescuras foram descobertas por Pieter van Dokkum e seus colegas no início de 2015 com a ajuda do telescópio DTA, que pode mostrar os objetos mais escuros do universo. A existência de várias galáxias muito grandes e quase "desertas" não pode até agora ser explicada usando as teorias astronómicas modernas. 
Estas galáxias contêm uma quantidade de estrelas semelhante às galáxias anãs, mas ocupam significativamente maior espaço. Em maio deste ano, os astrônomos descobriram que a galáxias se mantêm por causa de grandes acumulações de matéria escura, que não as deixa afastar. 
As pesquisas do grupo de Pieter van Dokkum esclareceram que Dragonfly 44 ocupa um espaço igual ao da Via Láctea, mas tem cerca de cem vezes menos estrelas, se lê no artigo de Astrophysical Journal Letters. O descobrimento de galáxias deste tipo é um grande presente para os pesquisadores, porque elas possuem poucos corpos celestes, o que permite estudá-los melhor, concluiu van Dokkum.

Mostrar mais: http://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/20160826/6149320/pesquisa-materia-escura.html
Foto: Pixabay

28/08/2016

Lagarta robótica usa luz para se locomover e carrega até 10 vezes a sua massa


Pesquisadores da Faculdade de Fìsica da Universidade de Varsóvia, na Polônia, usaram a locomoção singular das lagartas para criar um robô extremamente pequeno, porém flexível e capaz de transportar uma carga com até dez vezes sua massa, além de utilizar energia limpa para funcionar.

A lagarta robótica de 15 milímetros tem corpo feito de elastômero sensível à luz – um polímero que apresenta propriedades "elásticas" quando exposto a fontes luminosas. Isso significa que o robozinho é capaz de se rastejar tal qual uma lagarta de verdade, pois, quando exposto à luz, seu corpo se contrai em uma ondulação, impulsionando-a para frente. Então, ao controlar as condições da luz, os pesquisadores conseguiram fazer com que o robô se movesse e executasse diferentes ações.

Graças a essa tecnologia, o robô é capaz de rastejar em encostas e passar por pequenas fendas, e essas habilidades podem ser exploradas em pesquisas científicas, ou até mesmo ser úteis para registrar imagens de lugares inacessíveis – caso seja possível posicionar uma câmera bem pequena em seu corpo, por exemplo.

Robôs tão pequenos e flexíveis ainda são um tanto quanto difíceis de serem desenvolvidos, e é por isso que cada criação de sucesso é bastante celebrada. Isso porque cientistas e engenheiros vêm, há décadas, trabalhando no desenvolvimento de robôs capazes de imitar movimentos encontrados na natureza, mas a maioria desses projetos conta com estruturas rígidas em sua construção, além de juntas movidas por atuadores elétricos ou pneumáticos.

O resultado acaba sendo robôs de alta tecnologia, mas com mobilidade muito aquém do que a natureza criou nos mais diversos seres ao longo da evolução. “Nós estamos apenas começando a aprender com a natureza e a mudar nossa abordagem de design em direção a estes que surgiram com a evolução natural”, disse Piotr Wasylczyk, chefe do departamento chamado Photonic Nanostructure Facility, que faz parte da Universidade de Varsóvia. A pesquisa da equipe foi devidamente registrada no periódico científico Advanced Optical Materials.

Matéria completa:

http://canaltech.com.br/noticia/geek/lagarta-robotica-usa-luz-para-se-locomover-e-carrega-ate-10-vezes-a-sua-massa-77531/

NASA irá disponibilizar pesquisas científicas e espaciais na internet

A NASA anunciou que passará a disponibilizar todo o seu material de pesquisa na internet com o objetivo de inspirar gerações futuras e interessados em adquirir conhecimento sobre ciências e astronomia. O anúncio foi realizado pela vice administradora da agência espacial, Dava Newman. 
De acordo com ela, a decisão beneficiará a expansão de seu portfólio de publicações científicas e técnicas. "Na NASA, estamos celebrando esta oportunidade para estender o acesso ao nosso extenso portfólio de publicações científicas e técnicas", afirmou Newman. "Através do acesso aberto e inovação, convidamos a comunidade global para se juntar a nós para explorar a Terra, o ar e o espaço". 
O conteúdo de pesquisa da entidade norte-americana atualmente fica organizado em um local pago, o que limita o acesso ao material apenas para algumas pessoas e especialistas que possuem interesse em saber mais sobre ciência e as descobertas da agência. No entanto, a partir de agora, a NASA passará a disponibilizar seu material em um portal online onde qualquer pesquisa financiada por ela deverá ser publicada dentro do prazo máximo de um ano. "Fazendo nossos dados de pesquisa acessível com mais facilidade, vamos ampliar enormemente o impacto de nossa pesquisa", explicou a cientista-chefe da NASA Ellen Stofan. Além disso, Stofan acredita que o envolvimento de entusiastas e outros especialistas em ciência poderá contribuir significativamente para os trabalhos de cientistas e engenheiros da agência. 
A decisão também é fruto da pressão do governo Barack Obama diante das agências de ciência e tecnologia. O objetivo do governo norte-americano é tornar os materiais das agências mais acessíveis ao público, com a ideia de aumentar a popularidade da ciência e o avanço do conhecimento tecnológico do público.

Matéria completa:
http://canaltech.com.br/noticia/geek/nasa-ira-disponibilizar-pesquisas-cientificas-e-espaciais-na-internet-77561/


26/08/2016

Canal de vídeos apresenta noções da psicologia anomalística


O Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais (Inter-Psi) do Instituto de Psicologia (IP) da USP lançou um canal no Youtube com explicações sobre temas trabalhados pelo grupo.
O canal fará a transmissão do Quartas Inter-Psi USP, conferências semanais ao vivo com pesquisadores e membros do laboratório que introduzem os conceitos fundamentais e estudos de temas como aspectos cognitivos, experiências fora do corpo e experiências anômalas.
Segundo um dos líderes do Inter-Psi, o professor Wellington Zangari, a ideia de criação do canal “nasceu, por um lado, da grande demanda por parte de interessados pelos temas que tratamos, mas que não têm acesso aos cursos regulares da USP, e, por outro, do interesse dos membros do laboratório em fazer divulgação científica, devolvendo à sociedade, que subsidia nossas atividades por meio dos impostos, material científico de qualidade”.
Os vídeos ficam disponíveis no canal após a transmissão, que acontece às quartas-feiras, das 20 às 21 horas. As 12 conferências que acontecerão ao longo do semestre são seguidas de 20 minutos de debate com outros membros do laboratório.
Assista ao vídeo de apresentação do laboratório:
Fonte: Jornal da USP

25/08/2016

Estudo associa o 'consumo' excessivo de pornografia à disfunção erétil


Antes da popularização da internet, você precisava ir a uma banca de jornal e, despistadamente, comprar uma revista de "mulher pelada". Ou, então, alugar um filme pornô na locadora e passar por certo constrangimento. Na era digital, basta um clique e um vasto conteúdo erótico está à sua frente. Há quem prefira passar horas se masturbando na frente de uma tela do que ter um encontro real. Mas, o vício por esse tipo de conteúdo pode estar associado a problemas sexuais, especialmente a disfunção erétil, conforme sugere um estudo britânico.


A pesquisadora Angela Gregory, da Universidade de Notthingham, na Inglaterra, realizou um estudo aprofundado, que durou mais de uma década, e chegou à conclusão que cada vez mais os jovens britânicos estão sofrendo com a disfunção erétil. Segundo o estudo, essa situação é estranha, pois o problema, normalmente, costuma afetar homens mais velhos, e é associado a doenças como diabetes, esclerose múltipla e a problemas cardíacos.


A cientista identificou que os jovens não apresentavam tais doenças, mas tinham algo em comum: o vício por conteúdo pornográfico. De acordo com o estudo, este pode ser o motivo para a dificuldade de ereção da juventude britânica.

Contraponto


O urologista Antônio Peixoto Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de Minas Gerais, diz que o excesso de masturbação faz mal, assim como qualquer outra atividade que se realiza em exagero, mas que o ato, em si, não causa disfunção erétil.

O especialista alerta, no entanto, para o risco da precocidade da vida sexual estimulada pelo "bombardeio" de conteúdo pornográfico. "Isso acaba gerando um desgaste. Alguns pacientes jovens se queixam que o pênis é pequeno, mas pela comparação com os filmes eróticos. Às vezes, a pessoa acha que tem disfunção erétil e, na verdade, não tem. Isso acontece porque ela quer um desempenho que não existe. Acha que vai ficar transando o dia inteiro", destaca o médico.

Fonte: Revista encontro
Imagem : Pixabay

Pesquisadores criam aplicativo com tecnologia similar a do Youtube e Netflix


Com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pesquisadores do Instituto de Computação (IComp) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) criaram o aplicativo “ICompTV”, uma tecnologia similar à do Youtube e da Netflix. A ferramenta será usada para publicação e consumo de conteúdos multimídia gerados pelos professores do Icomp e já está disponível na Google Play.
Segundo o coordenador do estudo, professor e doutor em Ciências da Computação, César Melo, o ICompTV é resultado de um esforço que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos 3 anos no Icomp com foco em pesquisas relacionadas à transmissão de vídeos pela internet.  A pesquisa contou com a participação de três estudantes de graduação, dos cursos de Engenharia da Computação, Sistemas de Informação e Ciências da Computação, e de dois alunos de mestrado e doutorado em Informática, ambos da Ufam.
Conforme César Melo, um dos principais resultados da pesquisa é o domínio da tecnologia Streaming Adaptativo, que é uma forma de transmitir vídeo baseado na capacidade de transmissão da rede que o usuário está conectado. A tecnologia é similar à usada por grandes distribuidores de vídeo, como o Youtube e a Netflix.
“A forma mais simples de entender a tecnologia é você imaginar que cada pessoa tem um plano de dados e, esse plano de dados tem seu limite de transferência. O aplicativo é capaz de perceber qual é o plano, ou seja, qual a velocidade que está disponível em determinado instante, e usar essa velocidade para transmitir a melhor imagem que não ‘travaria’ o aplicativo. Ao longo da sessão, a tecnologia vai alterando de acordo como que está acontecendo com a rede de dados”, explicou o estudioso.
O pesquisador completa que a tecnologia é uma evolução de outras ideias implementadas em anos anteriores, quando o usuário escolhia a qualidade que ele queria e isso “travava” a transmissão.
De acordo com o professor, o conhecimento adquirido ao longo dos anos e o domínio da tecnologia permite que outras instituições do Amazonas também utilizem o aplicativo para transmissão de conteúdo multimídia.
“Como nossa proposta era demonstrar a aplicação da tecnologia, nós implementamos conteúdos do Icomp e criamos o piloto ICompTV, mas a forma como a tecnologia foi desenvolvida permite a utilização por outras instituições de forma customizada. Em outras palavras, eu poderia ter a UfamTV, a SeducTV. Qualquer instituição que gere conteúdo digital poderia utilizar a plataforma”, disse César.
Foco no aprendizado
Para o professor da Ufam, a vasta variedade de vídeos disponibilizados na internet dificulta a utilização de materiais multimídia no ensino e aprendizagem. Nesse sentido, o aplicativo, ao reunir o conteúdo em um só lugar, se torna uma ferramenta importante para consolidação do uso dos conteúdos multimídia na formação do aluno.
“O aluno tem que encontrar dentro desse universo de coisas o que é mais importante para ele, e, muitas vezes ele se perde nessa busca. A ideia é concentrar os assuntos relacionados e, que partir disso, o aluno tenha mais facilidade de acesso aos conteúdos”, ressalta César Melo.
Como funciona
O professor explicou que o ICompTV funciona como outros aplicativos. O usuário precisa acessar a loja Google Play, fazer o download e instalar o App. Automaticamente, o usuário terá acesso direto e gratuito a todos os conteúdos da plataforma. Ele destacou que o acesso é permitido para alunos e não alunos da Ufam.
“Ao executar o aplicativo, o usuário vai encontrar a lista de vídeos, a playlist – conjunto de vídeos relacionados – conteúdo de canais que seria o agrupamento de disciplinas, por exemplo. Ele também poderá pesquisar por meio de palavras-chaves. Qualquer usuário pode acessar a plataforma, mas para interagir será preciso fazer um cadastro simples, com nome e e-mail”, disse Melo.
Fonte: Francisco Santos – Agência Fapeam
Fotos: Érico Xavier – Agência Fapeam

24/08/2016

Concurso de comunicação científica premiará vencedor com viagem à Europa


As inscrições para o segundo EURAXESS Science Slam Brazil estão abertas até 15 de setembro. EURAXESS Science Slam Brazil 2016 é um concurso que oferece aos pesquisadores ativos no Brasil a chance de mostrar seu trabalho, bem como talento oral e criatividade, para membros da comunidade científica e do grande público, em um clima descontraído. O concurso é aberto aos pesquisadores (de doutorandos em diante) de todas as nacionalidades e todos os campos de pesquisa.
Os  pesquisadores interessados têm até 15 de setembro para enviar sua candidatura. Os 5 melhores candidatos serão convidados por EURAXESS Links Brazil a participar dafinal no Rio de Janeiro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia entre 17 e  23 de outubro de 2016, com tudo pago.Os candidatos poderão fazer uso de material de áudio e de vídeo, slides ou qualquer outro suporte ou media, assim como equipamento cientifico.
As performances dos candidatos serão avaliadas pelo público e pelo júri, com base nos seguintes critérios: conceitualização, estilo e originalidade. O vencedor ganhará uma viagem à Europa, onde realizará um curso de comunicação científica junto com os cinco ganhadores dos EURAXESS Science Slams ASEAN, China, Índia, Japão e América do Norte. E ainda terá a oportunidade de visitar o instituto europeu de pesquisa de sua escolha!
O concurso é aberto aos pesquisadores de todas as nacionalidades e todos os campos de pesquisa.
Cada participante das finais fará uma apresentação do seu projeto de pesquisa, em inglês ou em português, com duração de até 10 minutos. Os candidatos poderão fazer uso de material de áudio e de vídeo, slides ou qualquer outro suporte ou media, assim como equipamento cientifico.

As performances dos candidatos serão avaliadas pelo público e pelo júri, com base nos seguintes critérios: conceitualização, estilo e originalidade.
Os cinco finalistas receberão a assessoria de um coaching individual, antes da final. Além disto, eles participarão de um workshop de comunicação científica, no Rio de Janeiro, que terá como foco: Técnicas de apresentações para cientistas. Este
workshop será aberto a pesquisadores se encontrando no Rio de Janeiro no dia 18/10 mediante inscrição prêvia, e contará com a presença como treinadores
de Marco Andrade Brandão da TedX Rio e do vencedor do ano passado, Leonardo
Pereira Silva do Grupo Gatu. O vencedor ganhará uma viagem à Europa, para visitar o instituto de pesquisa da sua escolha.

Para participar:
Desenvolva uma ideia original para apresentar seu projeto de pesquisa ao mundo: pode ser palestra, sapateado, canto, experimento ao vivo… Tudo é permitido!
Faça um vídeo de até 3 minutos da sua performance, com o seu smartphone, câmera digital ou outro dispositivo. A apresentação deve ser em inglês ou português.
Envie seu vídeo pela plataforma Drop-it-to-me do EURAXESS Links Brazil (senha: “Science_Slam_2016”), mande seus contatos pelo e-mail brazil@euraxess.net e tenha a chance de ser um dos 5 finalistas a concorrer no slam

Fonte: Confap

Docentes do Instituto de Física da USP criam canal no YouTube para ensinar conceitos


Agência FAPESP – Professores e pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo prof. Gil da Costa Marques, criaram um canal no YouTube com diversas aulas de física que auxiliam alunos, professores a buscar o entendimento dos problemas mais complexos da física de uma forma mais simples, segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Instituto.
De acordo com Costa Marques, responsável pela iniciativa, "o propósito do canal no YouTube é disponibilizar conteúdos de alta qualidade para a educação científica e informações mais recentes sobre o ensino de física para estudantes universitários e professores que buscam atualização dos conhecimentos”.
Os planos futuros para a plataforma, ele acrescentou, preveem a expansão da oferta de conteúdos para um público mais geral. “Porém, o principal objetivo foi alcançado que é o de aproximar cada vez mais a universidade pública, gratuita e de alta qualidade, da sociedade que a financia por meio dos impostos”, ele finalizou.
As aulas no YouTube estão disponíveis no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCF5qm-yrOeDq1sSmE-gCh0.
Para mais informações utilize o e-mail marques@if.usp.br ou o telefone (11) 3091-6708. 

23/08/2016

Descoberta abre novas perspectivas na luta contra o câncer

A descoberta de como funciona o Mecanismo de Reparação do DNA  nas células danificadas pelos raios UVA abriu uma nova perspectiva de avanço na luta contra o câncer, comunicou o Francês Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS).
Cientistas de universidades francesas e inglesas conseguiram pela primeira vez acessar o complexo mecanismo de reparação das células e como diferentes proteínas envolvidas neste processo, mostrou o estudo publicado pela revista científica “Nature”.
“A complexidade desse processo impediu os pesquisadores por muito tempo de compreender quais mecanismos eram seus”, afirmou O CNRS.

Mecanismo de Reparação

Graças ao se uso de nanotecnologias, uma equipe de biológos e físicos conseguiu gravar em tempo real como enzimas que atuam no processo de reparação do DNA danificado pelos raios ultravioleta.
O relatório acrescentou que, “quando o câncer é resistente à radioterapia ou à quimioterapia – cuja função é danificar o DNA das células cancerígenas – é porque suas células ativaram o mecanismo de reparação”.
Conhecer estes mecanismos pode permitir estudar novas pistas para inibir o efeito dessas enzimas nesse processo-chave de reparação. Este avanço também pode ter efeitos na cura de algumas doenças bacterianas, como a tuberculose, que utilizam proteínas muito semelhantes para se proliferar.
Fonet: EFE aúde

Dirigível gigante decola pela primeira vez na Inglaterra

A maior máquina voadora da atualidade, o enorme dirigível Airlander 10, decolou pela primeira vez nessa quinta-feira (17), no norte de Londres, na Inglaterra. O primeiro voo de teste do aparelho durou 20 minutos e foi realizado com sucesso, como informou a empresa britânica Hybrid Air Vehicles (HAV), que trabalha no projeto desde 2013.
Com 91 metros de comprimento, o Airlander 10 é quase 20 metros mais longo que o Airbus A380, o maior avião de passageiros mundo. A aeronave ainda tem 34 metros de largura, 26 m de altura e pode decolar com peso máximo de 20 toneladas, sendo metade de carga.
Para voar, o aparelho precisa ser inflado com 38.000 m³ de gás hélio e a propulsão fica por conta de quatro motores V8 turbodiesel, cada um capaz de gerar 325 cavalos de potência. Segundo a HAV, em missões tripuladas o Airlander 10 pode permanecer voando por cinco dias, ou então por duas semanas de forma ininterrupta, se controlado remotamente.
O plano do fabricante é oferecer o dirigível para funções como “guindaste” voador, no ramo da construção cívil, ou ainda como plataforma para serviços de comunicação e pesquisas científicas, além de também ser sugerido como um meio de busca e salvamento. Apesar do enorme porte, a aeronave não precisa de uma pista para alçar voo, o que aumenta ainda mais sua versatilidade em diferentes missões.
O desenvolvimento do Airlander 10 começou em 2010 nos Estados Unidos, a pedido do Exército (US Army) para uma aeronave “inteligente” de longo alcance. O programa, na época assumido pela fabricante Northrop Grumman, foi cancelado pelo Pentágono em 2013 por falta de verbas. Nesse mesmo, a HAV adquiriu o projeto e assumiu a construção do aparelho.
De acordo com dados da ficha técnica, o Airlander 10 foi projetado para voar a velocidade máxima de 150 km/h e se descolar por um raio de 6.000 km a partir de sua base. Até 2021, a empresa britânica planeja fabricar 10 unidades do dirigível.
O primeiro Airlander 10 foi batizado como “Martha Gwyn”, em homenagem a esposa do presidente da HAV, Philip Gwyn.
Fonte:Airway

22/08/2016

Biólogos acham espécies raras de plantas 'primas' do ipê e da carqueja

Pesquisadores do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) descobriram duas novas espécies raras de plantas em Serranópolis, Mineiros, Jataí, e Chapadão do Céu, região sudoeste do estado. De acordo uma das coordenadoras do projeto, a bióloga Luzia Francisca de Souza, uma delas é da família do ipê e da catuaba e a outra é parente da carqueja.
Segundo a pesquisadora, ambas as espécies podem ter propriedades medicinais e até mesmo afrodisíacas. “As plantas da família dos ipês apresentam usos medicinais em determinadas comunidades. O ipê rosa tem compostos químicos que são usados para combater alguns tipos de câncer. A catuaba é reconhecidamente afrodisíaca. A outra planta é prima da carqueja, usada pra muita coisa. Velas vão ser estudadas para analisar qual o fim”, afirmou ao G1.
A primeira amostra da prima do ipê, nomeada Neojobertia alboaurantiaca, foi colhida em 2015, em Serranópolis, mas só recentemente foi identificada como uma espécie inédita. Trata-se de um tipo de trepadeira que gosta de locais secos e ensolarados.
Já a parente da carqueja, chamada pela ciência de Bacharis sp. novae, é uma erva que gosta de áreas úmidas, porém ensolaradas.
A descoberta foi feita durante um trabalho que tem por objetivo identificar as espécies de vegetação presentes nas regiões sudoeste e oeste do estado. A bióloga afirma que, ao recolher a amostra das duas plantas, não foi possível identificar a espécie. A partir daí começaram a desenvolver a pesquisa e análise das plantas.
De acordo com Luzia Francisca, o processo de identificação da espécie foi longo porque reuniu outras amostras de plantas recolhidas, por exemplo, no Jalapão.
“A gente recolheu a amostra de várias espécies, as que ficaram sem identificação nós encaminhamos para especialistas analisarem. Eles cruzaram todas as características genéticas do material e concluiu que tratava-se de tipos inéditos, com diferenças morfológicas em relação a outras plantas da família”, afirmou.
Além da identificação das duas espécies novas, o trabalho também identificou quatro plantas que nunca haviam sido encontradas em Goiás, chamadas pela ciência de Thismia panamensis, Bacopa scabra, Ocotea notata e Cereus bicolor. A primeira delas, segundo a pesquisadora, nunca havia sido vista no Brasil.

Ameaça
A pesquisadora alerta que as plantas, apesar de recém-descobertas, já podem ser consideradas ameaçadas de extinção. Para resguardar a existência delas, exemplares da vegetação foram depositados no Herbário Jataiense.
“De acordo com os critérios da UICN [União Internacional para a Conservação da Natureza], a Neojobertia já está na lista de espécies ameaçadas. A Bacharis ainda vai ser submetida à avaliação sobre os mesmos critérios e provavelmente estará também. Para se ter uma ideia eu consegui encontrar e colher apenas um exemplar durante todos estes anos de estudo”, revelou a pesquisadora.

Fonte: G1

Na luta contra o câncer, a esperança em cápsulas

Início dos testes clínicos em São Paulo traz alento para vítimas do câncer e familiares, que têm na liberação da fosfoetanolamina uma chance de sobreviver com menos dor e mais dignidade.
A época não era das melhores para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Com a imagem desgastada pelos efeitos da sua má gestão dos recursos hídricos e pelo desastrado projeto de fechar escolas para conter gastos, ele finalmente ouviu o clamor de doentes de câncer e de quem os têm na família. Pesou ainda a pressão dos deputados estaduais Roberto Massafera (PSDB) e Ricardo Madalena (PR), e do federal Lobbe Neto, também tucano, todos defensores da liberação da fosfoetanolamina sintética, a FOS.
Massafera é testemunha pública dos efeitos positivos das cápsulas que tomou. Em 23 de novembro, Alckmin recebeu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual paulista, o químico Gilberto Orivaldo Chierice, que se aposentou como professor do Instituto de Química de São Carlos, vinculado à Universidade de São Paulo (USP), e outros pesquisadores, que explicaram os princípios da substância. Segundo relatos de doentes, muitos com atestado médico, houve redução das dores e do avanço da doença, e melhora da qualidade de vida. Quatro dias depois, em reunião com o então ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), o tucano pediu autorização do seu uso compassivo e anunciou a realização de testes clínicos no estado.
No último 25 de julho, após oito meses, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) passou a ministrar cápsulas da fosfoetanolamina produzida num laboratório em Cravinhos, município do interior, conforme formulação da equipe de Chierice. Nessa­ primeira fase, para atestar a segurança, estão incluídos dez pacientes. Se não houver reação tóxica, o estudo será ampliado para mais 200 pacientes com tumor de cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. Se tudo der certo, o grupo crescerá progressivamente até alcançar mil pessoas.
"Não estamos apoiando charlatanismo nem empirismo. Há uma base científica já publicada. Fizemos a leitura de todos os estudos publicados em revistas científicas de prestígio antes de desenhar o projeto de pesquisa aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, o Conep", afirmou o imunologista David­ Uip, secretário estadual de Saúde de São Paulo, em entrevista coletiva, ao anunciar o início dos testes. "Não acreditamos em efeitos tóxicos. Observamos tudo o que foi feito, o laboratório que sintetizou, a dose utilizada em pelo menos 20 mil pacientes nesses anos todos. Nossa expectativa é de que os efeitos, que devem aparecer em quatro meses, sejam iguais aos observados nesses 20 mil pacientes. E enquanto tiverem melhora, por mais leve que seja, os pacientes serão mantidos no estudo."

Definição

Para o diretor-geral do Icesp, o oncologista Paulo Hoff, o estado tem a obrigação de esclarecer, de uma vez por todas, se o produto é mesmo eficaz na diminuição das dores, no controle do crescimento do tumor e revitalização dos pacientes. "Temos de levar em conta o interesse da população, o grande número de pessoas que fizeram uso e as tantas outras que entraram na Justiça para continuar o tratamento e dar uma resposta à sociedade." O governo estima em 18 mil as liminares contra a USP e o estado.
Com dividendos eleitorais e a chance de entrar para a história por ter desafiado a indústria farmacêutica por trás das temidas sessões de quimioterapia – um patamar acima do colega tucano José Serra, que se autointitula criador dos genéricos –, os testes têm, porém, significado muito mais nobre. É a renovação da esperança de um atalho para a liberação da FOS.
"Este é um momento precioso para a nossa luta. Precisamos dos testes clínicos porque seus resultados, muito aguardados, poderão influir na decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Dos quatro ministros que votaram a favor da liminar que proibiu a distribuição, três não foram tão firmes, demonstrando postura quase a favor da FOS. Os testes podem ainda vir a ser usados em processo para registro como medicamento na Anvisa", comemora a analista de sistemas Bernardete Cioffi, de São Paulo, coordenadora do Instituto Viva Fosfo, que defende o direito de escolha pela vida, saúde e dignidade.
Entre as ações, a entidade orienta e cadastra pacientes oncológicos para medidas jurídicas e negociações coletivas para obtenção de benefícios. Com diagnóstico de metástase óssea devido ao câncer de mama, Bernardete estava tão debilitada que só saía da cama em cadeira de rodas. Sua vida de dores intensas mudou em junho do ano passado, quando soube da prisão de um colaborador de Chierice, o catarinense Carlos Kennedy Witthoeft, de Pomerode, por fabricar fosfoetanolamina em casa.

Novas leis

Sua filha, médica, leu os 2.700 trabalhos publicados em sites científicos sobre a substância até então desconhecida pela família. "Se não curar, mal não vai fazer. Se houver algum efeito colateral, deixa de tomar", recorda Bernardete, sobre a recomendação da filha. Dias depois, entrava com pedido de liminar para obter cápsulas em São Carlos. "Tive de parar o uso várias vezes por causa de reveses na Justiça. Se eu não tivesse parado, poderia até estar curada", acredita ela, ressaltando estar satisfeita pelo câncer deixar de avançar e por ter restaurado sua condição física.
Como uma porta-voz dos usuários da FOS, Bernardete hoje percorre o país para audiências públicas e palestras. E promete continuar levando fatos novos aos ministros do Supremo, que em abril deu vitória apertada, por 6 a 4, à Associação Médica Brasileira (AMB), na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.501, contra a Lei 13.269/2016, sancionada por Dilma Rousseff em 13 de abril, que autoriza a distribuição da FOS para pacientes diagnosticados com tumor maligno.
Comemorada por pacientes e familiares de todas as classes sociais e até em outros países, a lei foi duramente criticada na mídia conservadora, costumeiramente aberta a entidades médicas, como a AMB – a mesma que capitaneou hostilidades contra os profissionais cubanos do programa Mais Médicos. Colunista do jornal Folha de S.Pauloe defensor dos transgênicos, o médico Drauzio ­Varella chamou de "ignorância populista" a decisão do Congresso de aprovar a liberação da substância "sem que nenhum estudo tenha sido submetido à apreciação da Anvisa".
Para a AMB, faltam testes em seres humanos que confirmem a eficácia e a segurança. "Não me sinto representada nem defendida pela entidade, que falta com a verdade ao dizer que a substância não foi avaliada. E não estou sendo atacada. Pelo contrário. Como paciente, estou tendo ampliado meu direito a alternativas de tratamento", rebate Bernardete.
A Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro ingressou como amicus curiae ("amigo da corte", em latim, parte estranha à causa que oferece informações) para subsidiar os ministros. "Entre os nossos argumentos, o desinteresse da entidade médica em entrar com medida semelhante contra o cigarro e suas mais de 4.500 substâncias tóxicas que já mataram milhões de pessoas, e os agrotóxicos liberados pela Anvisa que são proibidos em muitos países", explica o defensor Daniel Macedo, que em 2015 começou a acompanhar o caso em busca de informações – que, segundo ele, não estavam sendo repassadas pela imprensa.

Testes

"Requisitei informações aos pesquisadores, à USP e à juíza Gabriela Müller Carioba Attanasio, da Vara de Fazenda Pública em São Carlos, que concedeu mais de 900 liminares favoráveis às pessoas que queriam obter a fosfoetanolamina. Esse fato é que me deixou mais estarrecido e me deu mais segurança. Com isso, fui pesquisar o currículo dos pesquisadores, analisar as pesquisas científicas com suporte de outros pesquisadores. É como a construção de um prédio, no qual fiz a fundação e construí os andares", diz.
O defensor trabalha agora numa ação civil pública contra irregularidades nas pesquisas conduzidas no âmbito de uma força-tarefa iniciada em outubro do ano passado, pelo então Ministério da ­Ciência, Tecnologia e Inovações, para realização de testes com objetivo de acelerar o processo de registro na Anvisa. Entre as falhas, o uso de cápsulas cuja formulação é diferente da de Chierice. "Está sendo estudada uma fosfoetanolamina sintética desenvolvida nos laboratórios da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) a partir do relatório de patente depositada pelos pesquisadores no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual). Só que por motivos de proteção da fórmula original, não são divulgados todos os detalhes", aponta Macedo.
"Quando você faz isso, significa má-fé. Quando você suborna dados, significa má-fé. E essa má-fé nós não podemos admitir como pessoa, nem como pesquisador", disse o químico Chierice durante reunião das Comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, Assuntos Sociais, Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, em 5 de abril. E avisou: "Para alegria de todos e para não preocupar muito os nossos centros de pesquisa, já começamos a fazer estudos clínicos talvez no México, Coreia e talvez no Canadá. Vai ser feito paralelamente porque não dá para confiar no que vai ser feito aqui no país".
A Defensoria questiona ainda o desvirtuamento do uso dos recursos federais. Dos R$ 10 milhões destinados à pesquisa em andamento em laboratórios ligados às universidades federais do Rio de Janeiro, Ceará e Santa Catarina, R$ 2 milhões já foram gastos. "Vamos pedir a desconstituição dessa equipe, a desconsideração dos resultados e trazer a ciência para o processo judicial. Mas da forma como está sendo conduzido, isso vai determinar resultados falso-positivos quando entrar na fase clínica. E nós não podemos admitir uma lesão ao erário", afirma Macedo.
Falhas como essas, segundo Bernardete, não devem se repetir na pesquisa paulista, que utiliza formulação original e que tem acompanhamento da equipe de São Carlos. No entanto, ela teme "sabotagem" em nível de administração do medicamento aos pacientes. "Vamos continuar vigilantes. Em dois meses, deveremos ter a resposta quanto à segurança", afirma, otimista.
Alternativa em meio a polêmicas



A “pílula do câncer” não cura a doença. É um coadjuvante que potencializa – e não substitui – a quimioterapia. Ou seja, ajuda a matar as células tumorais com doses menores desses fármacos, efeitos colaterais menos severos e melhora da qualidade de vida do paciente oncológico.


A fosfoetanolamina é conhecida desde o início do século passado. Encontrada primeiro na membrana celular de tumores, chegou a ser considerada causadora da doença. Por isso, um orientando de Gilberto Chierice queria inibir a ação dessa substância. Na pesquisa, observou a presença no leite materno. Por que um alimento produzido pelo próprio organismo concentraria um agente cancerígeno?

Como câncer é a multiplicação de células defeituosas e nos primeiros meses de vida é quando as células se multiplicam mais rapidamente, a substância poderia ter o papel de debelar e não de causar tumores. Uma proteção natural no leite, desconfiaram os pesquisadores. A fosfoetanolamina biológica, então isolada, mostrou ação seletiva contra as células tumorais em laboratório. Daí para estabelecerem doses foi um pulo, e as pesquisas começaram no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), que já testava próteses fabricadas com óleo de mamona desenvolvidas por Chierice.

Como a obtenção da substância biológica era custosa é difícil, os bons resultados apontaram para a necessidade de a sintetizarem, assim como foi sintetizada a insulina, por exemplo. “Durante nove meses, 24 horas por dia, Chierice e o químico Otaviano Mendonça Ribeiro Filho se revezavam no laboratório do Instituto de Química de São Carlos. Foram milhares de testes até chegar a uma síntese com a mesma biodisponibilidade, sem toxicidade”, conta Bernardete Cioffi, coordenadora do Instituto Viva Fosfo.

Segundo ela, isso foi em 1995, quando surgiram oncologistas interessados e propostas milionárias. “Para proteger a fórmula, e não para lucrar, os pesquisadores patentearam e começaram a procurar órgãos ligados ao Ministério da Saúde, cujas reuniões foram documentadas. A Anvisa ainda não existia. Quando a pesquisa foi suspensa em Jaú, os pacientes que se beneficiavam iam buscar mais cápsulas.

Os médicos, vendo melhora na saúde, os encaminhavam para procurar o “professor” no laboratório de São Carlos. “Não tem como impedir que se espalhe a fama de algo que mostra resultado bom”, conta Bernardete. No entanto, o hospital não renovou o convênio de pesquisa e os registros e prontuários dessa pesquisa nunca foram encontrados. “Todo convênio de pesquisa tem a chancela do Ministério da Saúde, e o de Jaú chegou a ser publicado no Diário Oficial da União”, diz o defensor público da União no Rio de Janeiro Daniel Macedo. “No entanto, documentos e prontuários desapareceram, o hospital desconversa, nega ter havido testes ali, e o ministério não foi atrás.”

A aposentadoria de Chierice, em 2013, coincidiu com uma portaria da USP, meses depois, proibindo a distribuição de qualquer substância sem registro na Anvisa. Em junho de 2015, quando Carlos Kennedy Witthoeft foi preso em Santa Catarina,  havia uma avalanche de liminares no Fórum de São Carlos. O caso então explodiu na imprensa e nas redes sociais – e foi parar no Congresso Nacional.

Fonte: RBA
Imagem: Cecília Bastos Ribeiro - USP